domingo, 3 de maio de 2009

Eu e meu carango

Carro para mim é meio de transporte. Explico a obviedade: não sou daqueles que se apaixonam por carro a ponto de tratá-lo como membro da família. Gosto que ele me leve com segurança aos meus diferentes destinos... e ponto. Isso foi até a última quinta-feira. Tive um ódio tão profundo do meu veículo que me peguei implorando ao monte de plástico (sim, a maioria dos carros hoje tem quase tudo de plástico) que não me deixasse na mão no meio daquele lugar distante da minha casa, especialmente naquele engarrafemento de feriadão, logo depois de trabalhar tanto e, é claro, de estar mais cansada do que maratonista em linha de chegada. A última quinta-feira foi para mim a sexta-feira treze de qualquer sujeito com muita falta de sorte. Ele saiu direitinho da minha última tarefa do dia, não deu nenhum sinal de fadiga ou estafa, mas estava com pouca gasolina. Resolvi parar em um posto na Avenida das Américas em direção à Zona Sul. Fiz o de sempre: entreguei a chave e pedi ao frentista que colocasse apenas 20 reais, o suficiente para que eu atravessasse todos os túneis durante a viagem (é uma viagem mesmo!). O sujeito fez o que devia ser feito e devolveu a chave, quando enfiei a dita cuja na ignição e dei a rodadinha necessária.... nada aconteceu. De repente, o alerta começa a piscar sozinho e os pinos da porta destravam sem a ajuda de ninguém. Ou era fantasma ou era o carro querendo dizer pra mim "Ih, a madame sifu".
Vendo o meu desespero,o frentista resolveu ajudar:
- Acho que é um problema na bucha. Deixa esfriar um pouquinho e tenta de novo.
Me senti falando grego, a única bucha que conheço é aquela da cozinha de lavar a louça. Mesmo assim fiz o que o especialista sugeriu e... nada de novo.
Ele resolveu ajudar mais ainda e jogou uma água no motor para esfriar o troço. Esfriou tanto que o carro decidiu acabar de vez com aquela palhaçada e se entregou para sempre aos braços de morfeu. Veio dormindo num sono profundo em cima de um reboque, coisa que faz até esse momento. Mas, sinceramente, acho que se zangou com a ameaça que fiz logo no início do furdunço:
- Se você realmente fizer isso comigo eu vou te trocar!
Conclusão: acho que tenho visto muito desenho animado.

6 comentários:

Murilo Ribeiro disse...

Cálega, que drama! Pegar reboque na Barra é sempre um perrengue! Certa vez, o meu carro enguiçou no Via Parque, depois de um show do Los Hermanos. Liguei, chamei o reboque e, como ele me pediu uma referência - sim, não bastou dizer que estava DENTRO DO SHOPPING - eu citei o Parque Terra Encantada.
Conclusão: hooooras depois, o motorista do reboque me liga e diz que não está achando parque nenhum e que a Igreja da Terra Encantada(?!?!?!) já estava até fechada.
Ou seja: o sujeito confundiu um castelo cenográfico inacabado - uma das atrações do falido centro de lazer - com uma igreja! E eu esperei horas por causa dessa idiotice!!!
Enfim, sorte pra você e sucesso com o carango!
Bj!

Amanda Hora disse...

kkkkkkkkk Desculpa, morri de rir do seu drama! O carro enguiçar longe de casa é triste mesmo...

Bárbara Pereira disse...

Cálega,

no meu caso o reboque chegou rápido. O problema foi achar um táxi naquele engarrafamento. O reboque levou o carro às 19 e eu cheguei em casa às 22h. Não preciso nem dizer como cheguei em casa... um lixo!

Bjs

Bárbara Pereira disse...

Amanda,

foi um drama mesmo. Não perca o próximo post, vou falar sobre os dramas femininos numa oficina mecânica. Me aguarde!

Bjs

Surfista disse...

Sou um homem que entende pouquíssimo de carro. Sei dirigir (muito bem, por sinal) e só!

Dick Anderson disse...

Ahhhh, me fez lembrar aquele momento em que fui acompanhante. O carro que a seguradora te deu para uso no trabalho!!!