domingo, 6 de janeiro de 2008

Os sem poesia

O Humaitá é um bairro carioca que fica entre Botafogo e o Jardim Botânico. Embora seja um bairro de passagem, tem lá os seus encantos: é perto da Lagoa, tem ruas residenciais arborizadas e vista para o Cristo, além da Cobal. Aliás, esse é o meu lugar preferido, lá encontro tudo o que preciso: frutas, legumes, chopp, loja de vinhos (com bons espumantes que, obviamente, são artigos essenciais na geladeira da mulher moderna), flores e roupas. Mas alguma coisa estranha acontece com os trabalhadores do comércio local: é um mau humor de fazer francês ficar ruborizado. Não sei se tem a ver com a água ou com o contra-cheque, só sei que eles quebram todas as regras do bom atendimento. Um sorriso por essas bandas é mais raro do que talão de estacionamento do vaga certa. Minha experiência com o tema - e não é pouca, admito - me diz que o donos de estabelecimento precisam de um consultoria urgente no ramo, com direito a workshop (ou oficinas, como preferem os defensores da língua) em que o pessoal possa beijar pedra e abraçar árvore, sem medo de ser feliz.

2 comentários:

Murilo Ribeiro disse...

Enquanto não beijam pedras nem abraçam árvores, que tal mandar essa turma lamber sabão? Pode ser um bom começo...
Ainda bem que na minha terra todo mundo só se chama de cálega...rs!
Bj!

Surfista disse...

O Humaitá não tem em mim o encanto que tem em você. Tirando a Cobal e o finado Ballroom, o bairro nunca me despertou esse olhar mais lúdico. Deve ser por causa do trânsito furioso.