quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ecos do carnaval

O bloco avançava pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, passava da meia-noite e uma chuva forte resolveu refrescar os foliões sedentos de alegria naquele início de carnaval. Para ser fiel aos fatos, o bloco era, na verdade, formado por meia-dúzia de músicos e por uma multidão que não conseguia entrar em sintonia sobre a música que estava sendo cantada: na frente rolava um "mamãe eu quero", enquanto lá atrás ouvia-se um "alalaô". Quase na chegada no ponto de onde o bloco havia partido, um grupo de marmanjos resolve mexer com uma mulher que assistia a tudo da sua janela: "tira, tira", gritaram exaltados. Empolgada com a animação da rapaziada, a mulher resolve fazer o que eles pediam. Vocês sabem qual foi a resposta imediata do clube dos machos? Em coro eles girtaram:"Piranha, piranha!!!". Esses homens são mesmo muito esquisitos: quando a mulher não cede é jogo duro e quando faz o que eles querem é agraciada com o nome desse peixe de água doce. Vai entender!

2 comentários:

Murilo Ribeiro disse...

Passei por algo parecido num bloco também. Uma senhora, foliã de janela, acompanhava o desfilo da mulambada toda serelepe, suingando de seu jeito desajeitado. Até que, vindo das profundezas da multidão, ganhou corpo o grito de "Mocréia! Mocréia! Mocréia!"
Xoxada, a tiazinha parou de se sacolejar...e a galera seguiu em frente...
Coisas do carnaval...

Bárbara Pereira disse...

festa estranha com gente esquisita às vezes...
Obrigada pela visita! bjs