sábado, 10 de abril de 2010

Marombeira

Os mais chegados sabem que tenho andado mais no mundo das ideias do que em terra firme. A ausência da vida real tem uma explicação: o mestrado. Achava que todo mundo que fazia mestrado mentia quando dizia que era barra pesada. Língua devidamente mordida, me pego faltando com os meus compromissos para o projeto Rainha de Bateria 2011. Para quem ainda não conhece o projeto, explico: esse negócio de querer ser inteligente dá muito trabalho, por isso, e depois de passar o carnaval em um camarote de uma cervejaria, decidi que ia rumo aos 40 com o mínimo de dignidade. Para encarar essa empreitada, precisaria, claro, virar marombeira. O fato é que não tenho conseguido baixar no mundo das popozudas e das barrigas de tanquinho e, com o intuito de me resgatar, a academia enviou para mim hoje um email perguntando, elegantemente, os motivos da minha ausência. Minha mente inquieta (com a devida licença da minha amiga Isabella Saes) pensou em outras versões para a mensagem:
1) Querida amiga, você tem faltado tanto e, por isso, estamos preocupados. Não sei se você sabe, mas se ficar gorda a gente não poderá fazer muita coisa por você. Não somos igreja e, portanto, não fazemos milagres.
2) Ei, sua preguiçosa. Acorda pra vida porque pagar a academia e faltar é jogar dinheiro fora. E isso não é inteligente.
3) Querida malhadora, você tem faltado tanto...o que houve? Talvez você não se lembre, mas os 40 vem aí...
E você? Qual seria a sua versão para a mensagem?

domingo, 14 de março de 2010

O peso dos 40

A mulherada que já chegou aos 40 sabe muito bem do que vou falar. Ora bate uma felicidadezinha por estar relativamente bem, ora bate um desespero por ter que correr atrás do prejuízo mais do que aos 25, quando comemos qualquer porcaria e queimamos no dia seguinte numa corridinha básica na academia. O problema é que aos 40 o metabolismo é mau feito o pica-pau. Vai embora sem deixar nem uma cartinha de despedida. Foi num momento de desespero desses que topei - sem refletir muito sobre meu ato - entrar numa aula de lamba-funk na minha academia (que aliás merece um post aqui qualquer dia desses). Pois bem, sem medo de ser feliz, me entreguei de corpo e alma ao som de nada mais nada menos do que Rebolation. Confesso que me diverti. Mas de repente a música muda e entra um batidão com a seguinte letra:
- Eêêêêê, baraaaaaaaaalho!'

Nesse momento concluí que a dieta não é tão ruim assim e saí de fininho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Chile

Neste domingo fez exatamente um mês que voltei do Chile. Passei oito dias das minhas férias por lá e gostei bastante do país. Aliás, voltei falando para os amigos sobre a inveja que senti da noção de cidadania daquele povo. No sábado, fui surpreendida com a notícia de que a terra tremeu. Fico triste pelos mortos, claro, mas sinto também pelos belos lugares que visitei e que, quem sabe, podem não mais existir.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os últimos paetês

Os mais chegados sabem que amo carnaval. Todos os anos, sempre compro uma fantasia, procuro os blocos mais descolados e bato ponto na Sapucaí. Esse não foi diferente, ou melhor, foi: peguei uma gripe uma semana antes da folia, que me deixou fazer tudo isso...só que na velocidade número um. Ou seja, tive que acompanhar tudo bem quietinha, o que me tornou uma observadora ainda mais atenta. Então, vamos aos meus pitacos sobre o carnaval de 2010:

* Blocos: os mais divertidos são mesmo o Sassaricando e o Me beija que eu sou cineasta. Em ambos, as pessoas se permitem fantasiar das coisas mais doidas. O clima fica legal e não fica só com aquela cara de carnaval-pra-pegação. E por falar nisso, tive uma bela surpresa: João Suplicy, com todo respeito a "cassetete". O moço canta bem e colore os olhos das solteiras e casadas.

* Mesmo sabendo que é bom para o Rio, tive saudades dos carnavais de dez anos atrás, tempo em que ainda conseguia encontrar amigos no Bola e dançar muito no meio da Rio Branco.

* Fantasias inventadas: tenho que admitir que são bem mais legais.

* Sapucaí: ir para camarotes de empresas é uma mordomia que ninguém gosta de abrir mão, mas aturar atores e atrizes fazendo cara de "importante"- e algumas vezes perdendo a linha - é muito chato. Dá vontade de dar o cartão do analista. Esse povo acredita que há cercadinhos também no além.

* Estrelato: num camarote desses, eu lavava as minhas mãos quando uma atriz-escândalo-sessentona entra e dispara "ai, que banheiro luxo", imediatamente uma puxa saco joga o confete: "luxo é você". Ainda bem que nesses camarotes não falta Engov no banheiro.

* Mundo real: a vantagem de ir a esses camarotes é descobrir que você é super-mega-normal. Vi atrizes lindas que, apertadas em seus shortinhos, tentavam disfarçar as velhas inimigas de todas as pobres mortais: as celulites. Não tem jeito, o mundo é suburbano.

* Falta de pegada: acho a atriz-modelo-apresentadora Fernanda Lima realmente linda, mas, definitivamente, a passarela que ela domina é a da moda. Na Sapucaí ela carece de dois importantes atributos: carne e samba no pé.

* Sub-estrelato: uma pseudo celebridade bem novinha me pergunta se o agrupamento que se formava para a entrada na van de um desses camarotes era uma "espécie de fila". Sua indagação já entregava o que ele iria fazer em seguida: furar a fila. Claro que ela, bonita e nova, não poderia ficar ali como todos os outros pobres mortais, não é mesmo?

* O próximo carnaval não vai ser igual a esse que passou. Pretendo brincar de verdade, com gente de verdade!




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cara ou coroa

Hoje fui a uma loja exercitar o consumo. Ao entrar, achei a atitude do vendedor meio suspeita, afinal ele me olhava mais do que o normal. Estranhei, mas segui em frente e perguntei quanto custava uma bolsa. A partir daí o diálogo foi o seguinte:
- Você é super parecida com uma cliente que vem sempre aqui.
- É mesmo, mas eu venho sempre. Aliás, compro sempre com você.
- Verdade? Nossa achei que você era a filha da senhora que vem sempre aqui!
- Meu Deus, eu era tão velha assim?
O silêncio disse tudo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Axé caro

De uma senhorinha - muito fofa - na missa de Santo Antônio de Categeró depois de dar um espirro bem alto durante uma convocação de um fiel para que a comunidade participe de um bloco tradicional da cidade:
- Deu alergia quando ouvi cinquenta reais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Siri catado

Quer emagrecer rapidamente? Então, nada de seguir as dietas da moda das revistas femininas. Basta vir para Salvador e comer um prato típico chamado "Siri catado". Depois dessa experiência, você nunca mais vai querer emagrecer do mesmo jeito.