Acabei de chegar de um bloco de jornalistas, que concentra e não sai todos os anos na rua do Lavradio, no centro da cidade. O enredo deve falar sempre de uma tragédia. Esse ano eles resolveram homenagear o padre baloeiro. Os caras encheram um monte de balões e penduraram um boneco, que teimava em não subir. Não satisfeita, essa gente de coração ruim resolveu tirar as pernas do brinquedo para que, assim, ele pudesse ser levado pelos balões. E lá foi aquele tronco de boneco céu afora. Cheguei pra uma amiga e falei que era muita maldade, afinal o padre tinha morrido. A resposta foi nua e crua:
- Ele não queria ser lembrado? Então, é o que estamos fazendo.
É como diz aquele colunista: jornalistas, ô raça!
- Ele não queria ser lembrado? Então, é o que estamos fazendo.
É como diz aquele colunista: jornalistas, ô raça!